
Olá companheiro.
Acabei agora mesmo de ler, o teu escrito e da Nanda, na nossa página do escutismo.
Já nem me lembrava daquele incidente no Acampamento Regional do Norte, nem sei a causa de tal, e só depois de ler, me lembrei que algo de complicado se passou e tenho uma vaga ideia de que as coisas estavam a ficar negras para o teu lado, é claro que conhecendo-te bem só podia ir em teu auxilio, de certeza que o que tenhas feito, e nada de importante deve ter sido, para nem me lembrar desse pormenor, só podia ter ficado do teu lado, até porque o chefe de campo era de Quelimane???
E nem me lembro quem era e mal conhecia.
Este acontecimento, para ter ficado na tua memória, deve ter sido chato para ti. Mas em compensação, passamos muito mais momentos bons, pois o que nos une é um estado de espírito proveniente da sã camaradagem e amizade, que perdura até aos dias de hoje, mesmo que quase 30 anos de separação física tenham passado. Este tempo de separação, de facto não aconteceu, pois a imagem que tenho de todos com quem convivi mais de perto, mantém-se a mesma daqueles tempos.
Sobre a homenagem, acho que é um bom pretexto, para o pessoal se poder encontrar. Se existe alguém que merece ser homenageado, é o Américo por ter levado o escutismo para Nampula, o resto veio por acréscimo, cada um de nós cumpriu o melhor que soube o seu papel e foi mais uma pequena pedra na “grande construção”.
É claro que nestes encontros, vamos à procura daquilo que já só está nas nossas cabeças. De qualquer modo, sempre serve para rever algumas partes que a nossa memória já vai apagando (da maioria já nem dos nomes me lembro e muito menos relacioná-los com as caras actuais já meias gastas).
A tua irmã quer levar o pessoal para ao pé dela, para os do norte fica um pouco fora de mão; uma coisa é certa, quem estiver muito interessado vai na mesma.
Pessoalmente ainda não tive coragem para ir a nenhum encontro de escuteiros, fui a 2 ou 3 do pessoal das escolas de Nampula, fiquei bastante emocionado, mas no final estava muito esgotado, por ter perdido aquilo que um dia tive na minha vida e perdi para sempre. É claro que isto são pensamentos, de quem não conseguiu integrar-se cá nesta terra e o espírito ficou por terras que já não existem. Pode ser que da próxima reunião consiga ir, vencendo a inércia que tomou conta de mim.
Por agora vou terminar, vai continuando a dar sinal de vida, pois preciso muito dele.
Um apertado abraço de saudades.
Amâncio
Acabei agora mesmo de ler, o teu escrito e da Nanda, na nossa página do escutismo.
Já nem me lembrava daquele incidente no Acampamento Regional do Norte, nem sei a causa de tal, e só depois de ler, me lembrei que algo de complicado se passou e tenho uma vaga ideia de que as coisas estavam a ficar negras para o teu lado, é claro que conhecendo-te bem só podia ir em teu auxilio, de certeza que o que tenhas feito, e nada de importante deve ter sido, para nem me lembrar desse pormenor, só podia ter ficado do teu lado, até porque o chefe de campo era de Quelimane???
E nem me lembro quem era e mal conhecia.
Este acontecimento, para ter ficado na tua memória, deve ter sido chato para ti. Mas em compensação, passamos muito mais momentos bons, pois o que nos une é um estado de espírito proveniente da sã camaradagem e amizade, que perdura até aos dias de hoje, mesmo que quase 30 anos de separação física tenham passado. Este tempo de separação, de facto não aconteceu, pois a imagem que tenho de todos com quem convivi mais de perto, mantém-se a mesma daqueles tempos.
Sobre a homenagem, acho que é um bom pretexto, para o pessoal se poder encontrar. Se existe alguém que merece ser homenageado, é o Américo por ter levado o escutismo para Nampula, o resto veio por acréscimo, cada um de nós cumpriu o melhor que soube o seu papel e foi mais uma pequena pedra na “grande construção”.
É claro que nestes encontros, vamos à procura daquilo que já só está nas nossas cabeças. De qualquer modo, sempre serve para rever algumas partes que a nossa memória já vai apagando (da maioria já nem dos nomes me lembro e muito menos relacioná-los com as caras actuais já meias gastas).
A tua irmã quer levar o pessoal para ao pé dela, para os do norte fica um pouco fora de mão; uma coisa é certa, quem estiver muito interessado vai na mesma.

Pessoalmente ainda não tive coragem para ir a nenhum encontro de escuteiros, fui a 2 ou 3 do pessoal das escolas de Nampula, fiquei bastante emocionado, mas no final estava muito esgotado, por ter perdido aquilo que um dia tive na minha vida e perdi para sempre. É claro que isto são pensamentos, de quem não conseguiu integrar-se cá nesta terra e o espírito ficou por terras que já não existem. Pode ser que da próxima reunião consiga ir, vencendo a inércia que tomou conta de mim.
Por agora vou terminar, vai continuando a dar sinal de vida, pois preciso muito dele.
Um apertado abraço de saudades.
Amâncio





