quinta-feira, 23 de abril de 2009

DIA DE S. JORGE - PATRONO DO ESCUTISMO MUNDIAL


No livro escutismo para rapazes, Baden Powell referiu-se aos Cavaleiros da Távola Redonda, à Lenda do Rei Artur e a São Jorge que era o seu santo protector. B.P. disse:

"São Jorge é também o patrono de todos vós, escuteiros, em qualquer lado onde estiverdes. Por isso todos vos devereis saber a sua história, pois São Jorge é um exemplo sempre vivo do que um escuteiro deve ser. Quando ele enfrentava o perigo ou situações temerosas, quanto mais difíceis elas pudessem ser, mesmo na forma de um dragão – ele nunca as evitava ou tinha medo. Enfrentava-as sim, com todo fervor sem procurar descanso. É esta exatamente a forma com um escuteiro deve enfrentar uma dificuldade ou um perigo, não importando o quão grande e terrífico ele possa parecer. O escuteiro deverá enfrentá-lo com confiança, usando todas as suas forças possíveis e ultrapassando-se a si próprio. Provalvelmente terá sucesso”.
Dia 23 de Abril é dia de São Jorge e nesse dia , os escuteiros deverão lembrar-se da sua promessa e da lei de escuta. Não que um escuteiro a deva esquecer nos outros dias, mas o dia de São Jorge é um dia especial para reflectir sobre ela.

quinta-feira, 5 de março de 2009

ENCONTRO DOS ESCUTEIROS DE MOÇAMBIQUE - 2009




13º ENCONTRO DOS ANTIGOS ESCUTEIROS E GUIAS DE MOÇAMBIQUE

28 e 29 de Março de 2009 – Costa da Caparica


Conforme ficou decidido no último encontro (12º) realizado no Porto, o próximo será no Inatel “Um lugar ao Sol”, (Costa da Caparica), Av. Afonso de Albuquerque, S. João de Caparica, nos dias 28 e 29 de Março de 2009.

Campos, Tó Pires, Romeo e Gijo têm o grande prazer em receber nesta cidade, os nossos irmãos, antigos escuteiros de Moçambique, no que será mais uma grande manifestação de amizade, encontro e partilha das experiências vividas outrora.
Esperamos vê-los em breve e honrar-nos com a vossa presença.



PROGRAMA

Dia 27 Sexta-feira (Facultativo)

(Estaremos presentes para receber os irmãos escutas que cheguem neste dia com Programa nocturno: Especial Caparica)

Dia 28 Sábado

(Manhã, com Programa Surpresa, para os escuteiros e guias que venham no dia anterior)

Na parte da Tarde


15h00 Chegada e acolhimento
19h00 Celebração da Palavra
20h00 Noite de convívio com petiscos e Fogo do Conselho

Dia 29 Domingo


08h00 Pequeno-almoço.
10h30 Passeio de Barco no estuário do Tejo, com partida e chegada à TRAFARIA
13h00 Almoço, convívio e despedida.



Notas: No Sábado á noite o Jantar é este ano transformado em convívio com petiscos e fogo de conselho, ou seja as iguarias que cada irmão escuta traz, típico da sua região. Para melhorar a petiscada e o convívio à noite, “seria bom” que trouxessem uns docinhos e/ou salgadinhos que sejam “ou não” especialidade vossa ou da vossa região.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

LAMENTO

Lamento a participação quase nula de gente, que viveu momentos lindos em terras de África.
Que fez juras e promessas de fraternidade, de solidariedade e de companheirismo e hoje sofram desta amnésia estranha.

Que jurou fidelidade a diversos principios como "...o escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros escutas...", se tenham esquecido destes lemas.

Eu continuo com um pequeno manuscrito na minha carteira onde está trancrito a Lei do Escuta. Está já em muito mau estado, mas este bocado de papel não me deixa esquecer os artigos da Lei do Escuta...será que algum dos Escuteiros de Nampula ainda se recordam?

...eu faço questão de continuar com este bocado de papel, já todo esfarrapado, na minha carteira...para me precaver de algum estado de amnésia...também...

Uma Canhota a todos os meus irmão Escutas.















*=-=* ! ! Recados de Escoteiros atualizados você encontra aqui ! ! *=-=*







Retribua este recado com um recado legal

terça-feira, 29 de abril de 2008

O Reencontro...em Mira...ano de 2008...



Fui ao Encontro dos Antigos Alunos e Professores de Nampula, em Mira.

É sempre emocionante viver estes encontros, principalmente para mim que sou um "lamechas", talvez porque a velhice não perdoe.

Mas, para mim que fui escuta em Nampula e porque os nossos Chefes incutiram em nós uma coisa que se chamava "espirito escutista" que, no fundo queria dizer muita coisa como união, amizade,fraternidade,solidariedade,lealdade,honra, carácter,etc,etc., a emoção é "avaliada" em duplicado: quando encontro mais um macua, mas um macua que foi meu Irmão Escuta.
Desta vez, em Mira, vivi um episódio que me marcou e eu não vou resistir e vou contar, para que fique aqui neste simples blog:
Eu já tinha encontrado de outros encontros do género, dois escuteiros de Nampula: a minha querida Paula Brandão e o meu Mestre e Chefe Zé Maria da Silva que todos os escuteiros de Nampula conhecem. Foi aquela emoção e aquela alegria que vocês devem imaginar.


Mas, desta vez aconteceu-me algo que "mexeu" muito comigo. Recebo um telefonema de um antigo escuteiro de Nampula a dizer-me "...João, eu não vou ao almoço dos Antigos Alunos de Nampula. Mas, eu faço questão de ir a Mira, à Quinta da Lagoa, só para te dar um abraço a ti e à Paulinha...". Claro que esta atitude tocou-me como é natural... Alguém que se desloca de propósito, que não quer ir à festa...que vai ao sitio da festa...só para me dar um abraço!!!...para além da emoção que este gesto provocou em mim...foi um lição de vida.


Este foi o exemplo e a lição que me deram de fraternidade mais importante que vivi na minha história de vida.


Foi bonito e mais uma vez se confirma que, até morrermos estamos sempre a aprender...aos 54 anos, depois de ter sido Dirigente no Agrupamento de Escuteiros de Nampula, no Agrupamento 159 de Portimão e ter sido o fundador do Agrupamento de Escuteiros 1014 de Almeida-Guarda, este velho chefe escuta recebe mais uma lição de fraternidade...
Claro que durante o encontro em Mira, de vez em quando vinha-me à memória aquele telefonema. Será que é mesmo verdade que ele vem só para me dar "aquele" abraço?
Não terá sido só um impulso de momentâneo?
Pronto, mas ao menos falei por telefone com mais um da minha Tribo...
As horas passavam e...nada.


De repente a Paulinha diz-me. "João...o Kim Coelho está lá fora...".
Claro que saí a correr.
Era verdade.


E lá estava lá o Kim Coelho e a Luzinha...à sombra...à minha espera...para aquele abraço...


Imaginem o turbilhão de emoções que vivi...


Obrigado Kim...pela lição que me deste...obrigado pela amizade...um abraço para ti meu Irmão...

...e até SEMPRE...


P.S. - Aahhh...esuqeci-me de vos dizer que o Miguel Lory não me consiguiu ganhar na corrida que fiz até abraçar o Kim e a Luzinha...eehehehehe...quer dizer que ainda estou em forma, Lory...

João Neves



quarta-feira, 31 de outubro de 2007


Olá companheiro.

Acabei agora mesmo de ler, o teu escrito e da Nanda, na nossa página do escutismo.

Já nem me lembrava daquele incidente no Acampamento Regional do Norte, nem sei a causa de tal, e só depois de ler, me lembrei que algo de complicado se passou e tenho uma vaga ideia de que as coisas estavam a ficar negras para o teu lado, é claro que conhecendo-te bem só podia ir em teu auxilio, de certeza que o que tenhas feito, e nada de importante deve ter sido, para nem me lembrar desse pormenor, só podia ter ficado do teu lado, até porque o chefe de campo era de Quelimane???
E nem me lembro quem era e mal conhecia.
Este acontecimento, para ter ficado na tua memória, deve ter sido chato para ti. Mas em compensação, passamos muito mais momentos bons, pois o que nos une é um estado de espírito proveniente da sã camaradagem e amizade, que perdura até aos dias de hoje, mesmo que quase 30 anos de separação física tenham passado. Este tempo de separação, de facto não aconteceu, pois a imagem que tenho de todos com quem convivi mais de perto, mantém-se a mesma daqueles tempos.

Sobre a homenagem, acho que é um bom pretexto, para o pessoal se poder encontrar. Se existe alguém que merece ser homenageado, é o Américo por ter levado o escutismo para Nampula, o resto veio por acréscimo, cada um de nós cumpriu o melhor que soube o seu papel e foi mais uma pequena pedra na “grande construção”.

É claro que nestes encontros, vamos à procura daquilo que já só está nas nossas cabeças. De qualquer modo, sempre serve para rever algumas partes que a nossa memória já vai apagando (da maioria já nem dos nomes me lembro e muito menos relacioná-los com as caras actuais já meias gastas).

A tua irmã quer levar o pessoal para ao pé dela, para os do norte fica um pouco fora de mão; uma coisa é certa, quem estiver muito interessado vai na mesma.

Pessoalmente ainda não tive coragem para ir a nenhum encontro de escuteiros, fui a 2 ou 3 do pessoal das escolas de Nampula, fiquei bastante emocionado, mas no final estava muito esgotado, por ter perdido aquilo que um dia tive na minha vida e perdi para sempre. É claro que isto são pensamentos, de quem não conseguiu integrar-se cá nesta terra e o espírito ficou por terras que já não existem. Pode ser que da próxima reunião consiga ir, vencendo a inércia que tomou conta de mim.

Por agora vou terminar, vai continuando a dar sinal de vida, pois preciso muito dele.

Um apertado abraço de saudades.

Amâncio

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sempre Alerta

Acabei de ler a mensagem do meu mano, o João Neves, "Homens exemplares". Muito bem. Transmite o sentimento de todos nós que vivemos aquela família. Só que o João esqueceu-se, ou não quis referir, outros homens e mulheres que, de uma forma ou de outra, também marcaram as nossas vivências no escutismo em Nampula. Ele, e muitos de nós que, com formas de estar e viver conseguimos ganhar o estuto de irmãos, para toda a vida. Na verdade, eu já não me lembro da maior parte dos nomes mas tenho as faces, os sorrisos, as brincadeiras, os olhares, a disponibilidade e o carinho, na minha memória.
Portanto, eu penso que os nossos grandes chefes merecem, com todo o mérito, uma homenagem nossa. Mas vamos aproveitar a corrida e ... vamos também homenagear a nossa amizade, pois eu sei que, muito embora já não me consiga lembrar dos nomes de todos vós, se me encontrarem por aí, um dia, nos caminhos desta vida, a precisar de vós, mesmo sem se lembrarem do meu nome, estareis ao meu lado, seja para o que for. É esta a noção muito concreta que me tem acompanhado a vida: sei que aqueles amigos, os da minha juventude, se tiverem oportunidade, um dia estarão ao meu lado, como se fosse naqueles dias. É esta a certeza que me tem acompanhado nestes longos anos do meu viver, depois de ter deixado a nossa terra.
Sempre Alerta! Grande máxima que me tem acompanhado toda a minha vida. Foram aqueles grandes chefes que ma ensinaram. Máxima que me tem acompanhado no meu percurso, todos os dias da minha vida esteve presente. Alerta para me preocupar com os outros, com as suas alegrias, tristezas e dores.
Tal como o meu irmão diz, eu hoje sou, não só aquilo que os meus pais me orientaram para ser, mas também e muito, aquilo que consegui viver e aprender com os meus irmãos escutas.
Quanto ao nosso fogo de conselho, volto a pedir-vos para que não o marquem tanto lá para cima deste país e a oferecer-me para tratar de encontrar um espaço bonito e agradável aqui no Algarve para esse efeito. E também, ... para fazer a comidinha para todos.
Vamos lá organizar esta festa de homenagem bem merecida. Mas vale a pena que consigamos juntar a malta quase toda.
Um grande beijão para todos.
Nanda Neves

domingo, 28 de outubro de 2007

Homens...exemplares.




Se houve momentos marcantes na minha história de vida, mais precisamente na minha infância, que ajudaram imenso na minha formação humana, esses momentos aconteceram no Escutismo. No nosso Agrupamento de Nampula.
Foi no escutismo que conheci homens extraordinários, que com os seus exemplos fizeram do João o homem que é hoje, humilde, simples, amigo do seu amigo, e que pode dizer, com naturalidade, que a minha honra inspira confiança.

Obrigado por tudo Chefe Américo Petim.
... Chefe Amâncio.
... Chefe Zé Maria.
... Chefe Silvestre.

Lembro-me perfeitamente…num final de tarde, à saída de uma Missa na Sé Catedral de Nampula, o meu Pai pegou na minha mão e levou-me até ao Chefe Petim e disse-lhe que eu queria ser escuteiro e perguntou-lhe o que era necessário para isso. O Petim olhou para mim, do alto daquela altura toda (é preciso ver que eu devia ter mais ou menos 1,20 m de altura), com aquele sorriso doce dele e com aquele olhar que inspirava segurança e paz, e disse “…basta apareceres no próximo Sábado às 3 horas da tarde, na Sede dos Escuteiros, na Paróquia…”. Começou aqui a minha vida de escuteiro. Este foi o primeiro momento.

Outro momento marcante…mais recentemente, há mais ou menos 17 anos, já na Europa, em Portugal e em Almeida-Guarda. Dia da Fundação do Agrupamento 1014 de Almeida – Senhora das Neves.
Estava o Agrupamento formado, as 4 Patrulhas de Exploradores,as 4 Patrulhas de Pioneiros e os 5 Bandos de Lobitos perfeitamente alinhados, prontos a partirmos em direcção à Igreja onde se iriam efectuar as promessas…estava o Chefe João Neves à frente desta gente toda quando…eis que…de repente vejo ao longe uma figura alta, muito direita…com aquele sorriso doce dele e com aquele olhar que inspirava segurança e paz…mais uma vez…o Chefe Petim estava ao pé de mim, nas muralhas da fortaleza de Almeida, no dia da Fundação do Agrupamento 1014…fundado pelo seu pupilo. Que alegria meu Deus… Obrigado Petim…E a Lurdes tão linda a segredar-me ao ouvido “…que bom ver-te meu filho…”. Foi um dos dias mais felizes da minha vida…
Obrigado Chefe Petim e Lurdes…

Outro momento…muito mais recente…há precisamente 9 anos…em Outubro de 1998, numa cama do Hospital da Universidade de Coimbra…enfermaria de neurocirurgia…momento complicado da minha vida…a preparar-me para travar a luta mais difícil e importante…acordo…olho para o lado…e vejo uma figura alta, muito direita…com aquele sorriso doce…com um olhar que inspirava segurança e paz…e a Lurdes…com o cabelo todo branco… a sussurrar-me ao ouvido “…então meu filho…muita força!...”…Obrigado Petim…Lurdes naquela altura precisava de alguém que me chamasse filho…obrigado Lurdes.
Este é o meu Líder…senhores!

Mais um momento marcante…Amâncio…um homem enorme, imponente, cheio de força, um guerreiro…mas sempre com aquele sorriso enorme e aquela gargalhada imponente…meu Chefe de Clã…ainda não tinha a feito a investidura de Caminheiro…lembras-te Chefe Amâncio?...
África, Moçambique…Acampamento Regional do Norte…o João Neves ia fazer a sua investidura de Caminheiro…teve um litigio com o Chefe de Campo daquele Regional do Norte…grande discussão…e o Chefe de Campo a dizer em reunião da chefia de campo que o indisciplinado do rapaz de Nampula, um tal de João Neves não podia fazer a sua promessa…
Mas...quem era o Chefe do Clã de Nampula…ele mesmo...o Chefe Amâncio…e então, com aquela calma toda, mas com firmeza...disse de sua palavra…”…o João faz a sua promessa…ou ninguém faz promessa, e nós levantamos campo... e vamos embora…!

No dia seguinte o João fez a sua investidura de Caminheiro e o abraço que recebeu do Chefe Amâncio tinha muitas lágrimas de emoção à mistura…

Obrigado Amâncio. Aquele abraço, Amâncio…ainda hoje o sinto.

Chefe Zé Maria…o Dirigente, a imaginação, a organização…o exemplo de Chefe que faz do pioneirismo uma forma de estar…tudo o que transmiti na minha vida de Dirigente aprendi com o Chefe Zé Maria…os seus jogos minuciosamente preparados, a sua organização sempre sem falhas e indo aos mais pequenos pormenores...e não havia computadores, nem telemóveis, nem nada que se parecesse com novas tecnologias...nem ele as queria...
Obrigado Chefe…vamos acampar?

Estes Homens nunca tiveram a homenagem que lhes é devida…Américo Petim, Zé Maria, Amâncio e Silvestre…era bom encontrarmo-nos outra vez, quiçá num acampamento, com muita gente escuteira de Nampula…e aí fazermos a homenagem que estes Homens merecem…ou a possível. Aliás, foi isso mesmo o que eles nos ensinaram...sermos gratos, praticarmos a fraternidade, a solidariedade e o reconhecimento.

Vamos a isso!

E por agora fico por aqui…dos meus companheiros enquanto Explorador, da minha querida Alcateia…enfim, de outros episódios…fica para a próxima.

Um abraço.

João Neves